Árvores na cidade

Ainda poucos recursos são aplicados pelas prefeituras municipais, na formação de alamedas

Sabemos que as árvores produzem um ar mais saudável e que reduzem gastos com energia nos edifícios, por causa do sombreamento que originam. No entanto será que temos consciência de que, além desses benefícios e da melhoria estética, as árvores reduzem os índices de criminalidade? Fica claro para o cidadão de que o verde urbano valoriza as propriedades estimulando investimentos imobiliários? Tenho minhas dúvidas, pelo investimento magro que é feito em beneficio das gerações futuras. Sim, porque a sombra propiciada por essa árvore que protege nosso carro do sol quente, foi plantada por alguém que, possivelmente, já não usufrui dela. Esse cidadão desfruta, seguramente, de outras dádivas, lá no espaço azul da aventurança.

O orçamento destinado ao plantio e manutenção da arborização urbano é o primeiro a ser cortado em épocas das “vacas magras”... e das bem nutridas, também, na maioria das vezes! É por isto que a sociedade deve prestar atenção e reivindicar, sempre que seja preciso, uma verba para sustentar o verde urbano. E mais, solicitar uma educação, focada nos problemas ambientais das metrópoles, na escola, desde cedo, para formar mulheres e homens engajados com os municípios onde moram. Estudos feitos nos Estados Unidos, demostram que as comunidades que se beneficiam com ruas sombreadas e praças bem arborizadas, têm um senso mais intenso de comunidade do que cidades com menos árvores, possibilitando as pessoas a passar mais tempo ao ar livre, conhecendo melhor seus vizinhos. Além do mais, os estudos feitos por urbanistas que colaboram com o combate à criminalidade, apontam taxas bem menores de delitos, nas regiões arborizadas e com paisagens agradáveis do que em aquelas deterioradas pelo abandono e desprovidas de qualquer cobertura vegetal. Fica evidente de que a psique humana se acalma e relaxa perante os espaços menos cinzentos e opressivos. Recentemente, no Estado de Alabama, nos Estados Unidos, estudos demostraram que foi registrado um aumento de 12% nas vendas nas lojas localizadas em ruas arborizadas, sobre aquelas onde as calçadas eram desprovidas de qualquer vegetação. A mesma pesquisa apontou que as residências cujos passeios possuíam árvores adultas tinham uma valorização 20% mais alta do que as outras.

Isto porque é sabido de que elas não trazem benefícios apenas econômicos e sociais, mas também diminuem os problemas com a saúde pública. No Brasil, os problemas pulmonares são a quarta principal causa de morte. No Estado de São Paulo, por exemplo, as doenças respiratórias causam 12% dos óbitos. A floresta urbana pode ser uma ferramenta eficaz para o bem estar do cidadão.
 

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