Plumeria rubra

  • 09 de julho de 2012
  • Categoria: Árvores

 jasmim-manga, frangipane, árvore-pagode, plumélia

Acho que a mais popular, entre as trezentas variedades, é a branca com uma tonalidade amarela no centro. Isto fez dela um símbolo sagrado em épocas pré-colombianas, quando era ligada ao guerreiro do sol, conclamando o amadurecimento das espigas de milho por toda Centro América, onde hoje é conhecida popularmente como frangipán, em homenagem ao marquês italiano que sintetizou pela primeira vez a essência de seu aroma. Os astecas e maias usavam as flores como “ponte” para comunicar-se com os antepassados e atualmente é a flor nacional da Nicarágua. Mas essa conotação é muito parecida na Indonésia e na Tailândia, onde é usada nos jardins dos templos budistas e hinduístas. Em Bali, é costume vender nos mercados sacos repletos de pétalas utilizadas em cima das camas dos hotéis, como enfeites carinhosos e sensuais e no Taiti, Havaí, Samoa, Fiji e outras ilhas do Pacífico, as flores são aproveitadas para fazer colares, mas quando uma mulher polinésia se enfeita com uma delas na orelha direita, fica subentendido que é solteira; se colocada na esquerda é casada.

Seu tronco e seus caules são robustos, destacando-se na época que perde as folhas de modo singular, ao ponto que lembro um comentário de Roberto Burle Marx, que exaltava sua estética exatamente nos meses de frio, quando sua copa ficava completamente nua. Ele dizia que o jasmim-manga luzia mais mostrando sua estrutura de forma excêntrica e invulgar nos invernos tropicais. No entanto, suas flores são lindíssimas e mais perfumadas de noite, quando atraem a mariposa-esfinge que as poliniza apesar de não ter néctar, fazendo com que perambulem de flor em flor à procura dessa secreção adocicada que nunca irão encontrar...coisas da natureza.

Aconselho que os paisagistas as incluam nos jardins, desde que o solo seja bem drenado e contemplando seu aspecto cenográfico, que pode ser ressaltado quando criados grupos com vários indivíduos.

Acesse mais detalhes e informações na nossa Biblioteca de Espécies.

Autor: Raul Cânovas

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